Luís Firmo
Foto: Luís Firmo

De pés descalços para assistir ao maior evento de surf nocturno

Não foi bem de pés descalços, mas os pés estiveram dentro de água. Depois de Cortegaça, em Ovar, foi a vez de Carcavelos proporcionar um espectáculo de Surf nocturno, com os melhores surfistas portugueses: Vasco Ribeiro, actual campeão nacional, Frederico Morais, Edgar Nozes, Francisco Alves, António Silva, Miguel Blanco, João Guedes, entre outros.

O evento começou pelas 14 horas, com o voo acrobático realizado por Diana Silva. Ao longo da tarde, várias actividades foram feitas, como aulas de surf, de shape e muito mais. Animação não faltou, mas o grande momento estava para vir.

 Na praia, foram montados grandes holofotes virados para o mar. Já de noite, puxados por Jet-Skis, os surfistas portugueses entraram dentro de água com pranchas iluminadas com luzes LED, atingindo grandes velocidades e demostrando várias manobras de surf. 

“É uma experiência espectacular”, referiu o surfista Edgar Nozes, que conseguiu o 4º lugar na 2ª Etapa da LPS, em 2010. 

Também o evento de surf nocturno contou com a presença do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que afirmou sentir uma “enorme satisfação por estar aqui”. Aliás, no final do evento, foi-lhe oferecido uma prancha que, de acordo com o responsável, “ficará no centro narciso”. 

Carlos Carreiras demostrou ainda o interesse para que mais eventos de surf fossem proporcionados na linha de Cascais, uma vez que “foi aqui que apareceu o surf português”, afirmou.

UM EVENTO PARA TODOS. Não foram apenas os atletas nacionais que estiveram na água. Para qualquer lado que se olhava havia alguém lá dentro, independentemente da idade. Mas infelizmente os pontos deste evento de surf nocturno não são só positivos.

A preocupação ambiental também faz parte do mundo do surf e de quem o respeita. À beira-mar conseguia-se detectar vários objectos e restos de comida espalhados pela areia, demonstrado a falta de sensibilidade das pessoas para estas questões. 

Contudo, a falta de acesso a caixotes de lixo para o efeito foi bastante visível e, muito provavelmente, mas sem qualquer desculpa, a razão para a qual o público não respeitou o espaço envolvente.
É de lembrar que, para preservar as ondas, o mar e o meio-ambiente em geral, há muito a fazer. Para já, colocar os resíduos nos respectivos recipientes é um bom começo. Afinal, ser surfista é muito mais do que apanhar ondas.

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