Sumol Summer Fest. Agora sim, are you felling?
Já lá vão quatro anos de festival naquele que é considerado um dos melhores spots de ondas da Europa, Ericeira. Praia, reggae, amigos e muita
animação. Melhor não podia ter corrido, tirando um ou outro incidente, as
bandas convidadas fizeram o público vibrar com as energias positivas.
Selah Sue revelou que a voz não tem idade. Com apenas 21
anos e sem antecedentes musicais, a cantora natural da Bélgica fez a plateia
cantar algumas das suas canções, mas foi com a música “Reggamuffin” que conseguiu
o grande momento. Quem não conhecia a sua melodia deixou-se contagiar.
Mas as surpresas não ficam por aqui. O nosso “pequeno” Richie
Campbell encantou as meninas (como sempre), acompanhado da banda 911 Band. Escusado
será dizer que o cantor português está no auge da sua carreira. Depois de
vários espectáculos pelo país, Richie já é um sucesso além-fronteiras,
principalmente depois da digressão com Anthony B – que faz questão de mencionar
o cantor de reggae português em todas as suas visitas a Portugal.
Considerada uma das melhores bandas de reggae do Brasil,
Ponto de Equilíbrio cantou as grandes preocupações do povo colonizado, com
músicas como “O que eu vejo, “Abre a janela da favela” e “Maladragem”, entre
tantas outras que transmitem a corrupção e a pobreza existentes naquele país. Não
fugindo muito desta realidade, Alpha Blondy acarinhou mais uma vez o público
português. Com a música dos Pink
Floyd “I wish you were here”, fez a plateia “viajar” para
outro mundo.
Também Bezegol e a
Rude Bwoy Banda marcaram presença em palco. Sabemos que o cantor português sofreu
alguns tumultos ao longo da vida, aliás o próprio faz questão de transmitir
isso em músicas como “Forever Love” e “ Rude sentido”, deixando a mensagem
implícita entre o Hip Hop e o reggae. Sendo uma referência nacional, não é de
estranhar que tenha sido um dos nomes mais pedidos para esta edição.
Directamente da Jamaica para a Ericeira, Barrington Levy
cantou o máximo que conseguiu, mas acabou por ficar sem voz. Um dos maiores bastiões
do reggae e dancehall da actualidade foi surpreendido quando a organizadora do
evento cortou o som, impedindo assim que a banda se despedisse, deixando o público “ a chuchar no dedo”.
Quando Gabriel o pensador entrou em palco, já
sabia que não podia esticar a corda, mas sem dúvida proporcionou o melhor
espectáculo destes dois dias. As apresentações são desnecessárias. A completar
20 anos de carreira a intervir nos problemas sociais e a fazer fortes críticas políticas,
o cantor brasileiro de rap e hip-hop fez a plateia dançar,
aproveitando o momento para tirar umas fotografias como recuerdo. “2,3,4,5,6,7,
8”, “retrato de um playboy”, “Rap do feio” e “Maresia” são alguns dos seus
sucessos. Mas foi com a última música que Gabriel quis deixar uma palavra de
solidariedade aos portugueses. Ao som de “Até quando”, o cantor desejou “força e
coragem” para enfrentar a crise financeira vivida no país.
Fora do palco. O
Sumol Summer Fest não é apenas um festival. É também um espaço de convívio,
quer no campismo quer no caravanismo (ou espécie disso). Mas é principalmente
neste último em que as pessoas se divertem mais e sentem o verdadeiro espírito rastafári.
Banhos com direito a chuveiro, estendal e até fogão. Não há quem não passe pelo
parque de estacionamento da Ericeira e não fique especado a olhar para aquelas “estranhas”
pessoas que durante três dias (sim, para arranjar um bom lugar é preciso chegar
com alguma antecedência) fazem da rua a sua casa. Há quem aproveite para
perguntar: “como é que vocês conseguem?”. Pois a resposta é muito simples. Are
you felling?
Bom post Sra Jornalina :) É bom ter um bom festival à porta de casa.
ResponderExcluirObrigada :) podes crer, foi muito fixe!!
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