Rip Curl Pro 2012. O melhor de Portugal em Supertubos



Começou a oitava prova do World Championship Tour da ASP em Peniche, Portugal, e não poderia ter começado melhor. Apesar de as previsões estarem aquém das espectativas, a primeira ronda e o início da segunda levaram centenas de portuguesas a deslocarem-se até à costa oeste para assistir aos melhores do mundo.

Após o período de espera, no passado fim-de-semana, ondas não faltaram para os “nossos” surfistas mostrarem a beleza do surf na praia de Supertubos. Começando por Adriano de Souza, o famoso “Mineirinho”, que conseguiu apurar-se imediatamente para a terceira ronda, passando por Medina, que conseguiu um 10 com uma onda “gigante”, e John John Florence que mostrou o poder havaiano, todos fizeram água subir à cabeça dos portugueses.

Claro que as atenções estavam focadas no grande “careca”, Kelly Slater, (por ser uma referência mundial no mundo do surf) e no “portuguese tiger”, que dispensa apresentações. Para quê falar de Kelly? Chegou, entrou, surfou. Já Tiago Pires mostrou que tem garra e deixou todos orgulhosos logo na sua primeira onda, com uma pontuação de 9.77.

Mas, infelizmente, a pontuação final não foi o suficiente para apurar-se para fase seguinte. Na segunda ronda, Saca não teve tanta sorte. Apesar do esforço do português, o californiano de Trestles, Kolohe Andino, conseguiu passar à fase seguinte.

Resta agora esperar pelo bom swell para continuarmos a acompanhar o campeonato, recomeçando agora na terceira ronda. Já lá vão três anos que fizeram memória, marcando a história do surf em Portugal. A busca pelo título continua, mas quem sairá vencedor? As apostas são muitas. É de recordar que os últimos títulos desta etapa em Portugal pertenceram a Mick Fanning, Slater e Mineirinho.

O surf preocupa-se. São muitos os apelos da organização para que se proteja as dunas que tanto caracterizam a praia de Supertubos, proporcionado a onda perfeita que ali existe. De facto, como já mencionei noutros textos, surfar é muito mais do que apanhar ondas. É o respeito e protecção que devemos ter pela natureza, que por sua vez garante as ondas que existem por esse mar fora.

O apelo foi feito, mas é de notar que existe uma certa contradição. Todos os anos a organização da Rip Curl monta a estrutura (que ainda é grande) em cima das dunas de Supertubos. Posto isto, ainda há uma agravante. Todo o material de apoio à organização é transportado de jipe ou carrinha de caixa aberta pelas dunas.

Claro está que as pessoas questionam-se sobre a “preocupação” e os alertas feitos pelos membros do evento. Se calhar está na altura de pensarem em refazer o esquema de montagem da estrutura, pois quem organiza um campeonato de surf não pode ter medo de molhar os pés.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bruno Santos. “ Vou tentar trazer o título em homenagem ao Ricardinho”

Rodrigo Herédia. “Ganhar será sempre um objectivo na vida”