Rip Curl Pro Portugal 2012. Julian Wilson vence em Peniche e Medina assiste a chorar



Terminou a oitava etapa de dez do World Champioship Tour na praia de Supertubos em Peniche, Portugal. E o grande vencedor deste ano foi o australiano Julian Wilson.

A vitória não podia ter gerado mais polémica nas redes sociais e nos meios de comunicação. Gabriel Medina, que foi um dos surfistas com melhor prestação durante todo o campeonato, esteve a vencer a bateria, mas foi a última onda de Julian que mudou todo o resultado que se esperava
.
Gabriel Medina e Julian Wilson já se tinham encontrado numa situação idêntica na final do Quiksilver Pro France de 2011. Desta vez, o surfista australiano, de 23 anos, conquistou a sua primeira vitória, subindo para o sexto lugar do ranking da ASP.

Julian, que precisava de 7.50, conseguiu um 8,43. Para muitos, Julian foi bastante privilegiado na nota, deixando assim dúvidas quanto à imparcialidade dos jurados da ASP. Em entrevista à SurfTotal, Pedro Barbosa, Chefe dos juízos portugueses, explicou que a última onda de Julian “conjugou um tubo com arranque critico e mais uma vez com saída atribulada, uma segunda manobra fraca, um snap com alguma qualidade e um reentry seguro mas com boa técnica”, mas acrescentou ainda que a nota era superior a 7,50 “porque é melhor que a sua primeira, mas não me pareceu um 8,40”, reforçou.

Apesar de no ano passado a vitória desta etapa ter sido atribuída ao brasileiro Adriano de Souza, há quem acredite que existe uma tendência para que os vencedores sejam de nacionalidade australiana e americana… Pedro Barbosa considera que o painel de jurados atribuiu as notas sem qualquer tipo de condicionamento e “usa a tecnologia para tirar dúvidas […] e não quer cometer erros. Os juízes são surfistas e têm como objectivo que ganhe o melhor, independentemente do país… agora são humanos e podem errar”. E na opinião de muitos erraram com Gabriel Medina, que merecia ter ganhado a final.

O jogo dentro de água. Gabriel Medina foi criticado por estar sempre a seguir o australiano dentro de água. Nada que Julian também não tivesse feito com outros surfistas, como com o português Tiago Pires, na primeira ronda.
Ora, em qualquer desporto existe uma táctica de jogo e no surf isso não é diferente. Apesar de ser encarado como o que se chama “marcação cerrada”, é tão válido como a “marcação cerrada” que existe no futebol (quando um jogador não desmarca outro) ou no basquetebol. Há que saber jogar ou competir de forma limpa, mas não há nada que impeça a táctica de jogo, desde que não se quebrem as regras.

Ver fotografias em http://www.ionline.pt/fotogaleria/rip-curl-pro-portugal-2012-os-melhores-mundo-supertubos

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