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Mostrando postagens de Março, 2014

Lyndie Irons. “Já não se vê a mesma rivalidade no surf como havia entre o Andy e o Kelly Slater”

Andy Irons…não há nada que já não tenha sido dito ou escrito sobre o surfista havaiano. Rival de Kelly Slater, três títulos mundiais e uma sede insaciável de vencer. Em Outubro de 2010, no Rip Curl Pro Peniche, foi a última vez que o vimos. Um mês depois corria a notícia de que Andy tinha morrido, vítima de uma paragem cardíaca, entre boatos sobre o consumo abusivo de drogas. Kelly chorou e a indústria do surf também. Nada foi igual desde então.
Lyndie Irons não passa despercebida. É bonita, sim, sem dúvida. Mas não é essa a razão que nos motiva a olhar para ela. Lyndie é a mulher de Andy e por isso, nas palavras do editor do site “The Inertia”, “a rainha mais bem guardada da comunidade do surf.” Nascida e criada nas praias da Califórnia, vive hoje na terra de Andy, com o filho de três anos que carrega o nome do pai, e gere a ACACIA Swimwear – marca de bikinis – em conjunto com a sua sócia Naomi Newirth.
Ainda a estrear-se nas entrevistas, confessa estar pronta para fala…

África do Sul. O surf como escapatória ao apartheid

“Naquela época praticamente só existiam surfistas brancos. Os negros que surfavam estavam a quebrar barreiras. Para a maioria, principalmente nas regiões zulus, as tradições e práticas culturais convenciam as pessoas a não entrar no mar. Tinham histórias de que os ancestrais viviam debaixo das ondas e que se alguém lá fosse, seria apanhado”, conta a sul-africana Sara Blecher, à revista “Hardcore”, responsável pelo filme “Otelo Burning”, que este ano teve estreia no Portuguese Surf Film Festival (PSFF), na Ericeira.
“É uma história de ficção, totalmente inspirada no fim da década de 80, regressando à altura em que Nelson Mandela está quase a sair da prisão. Há um miúdo que chama a atenção pela busca da liberdade e encontra no surf a melhor forma de expressão”, contou ao i Susana Andrade, organizadora do evento, na altura em que o filme esteve em exibição no PSFF
Era no surf que muitos sul-africanos se refugiavam para esquecer a violência que viviam em terra. “Durban é uma c…

Sebastian Steudtner. “Não preciso de ir surfar ondas grandes para o Havai porque Portugal é óptimo”

Com o objectivo de explorar as ondas grandes do país e do arquipélago dos Açores, o “EDP Mar Sem Fim” conta com big riders como João de Macedo, António Silva, Eric Rebiere, Nicolau von Rupp, Sebastian Steudtner, Joana Andrade, entre outros. A primeira paragem é S. Miguel, nos Açores

"'A bolsa EDP MAR SEM FIM’ foi criada com o intuito de apoiar e projectar o surf de ondas grandes e o surf de exploração português. Os objectivos são conquistar nomeações no Billabong XXL, bem como bater recordes, descobrir novas ondas grandes e perfeitas e superar limites”, explicou a organização do evento. Desde Outubro do ano passado que temos assistido a várias tempestades que proporcionaram surf de ondas grandes a alguns dos melhores big riders nacionais e internacionais. O feito fez com que Hugo Vau, Nicolau von Rupp e Joana Andrade estejam nomeados para o Billabong XXL Global Big Waves Awards 2014.
“Passa muito por treino físico e psicológico. Faço muito ginásio, meditação……

Surf. Quando o mar toma o lugar das ruas e dá aos jovens um sentido de pertença

O documentário “Kushay’Igagasi”, que esteve na segunda edição do Portuguese Surf Film Festival, em 2013, levou-nos a querer saber mais sobre estes jovens que vivem nas ruas de Durban mas que só andam com a prancha de surf debaixo dos pés
“Enquanto miúdo, é muito difícil viver nas ruas. Enfrentamos muitas coisas diferentes, como lutas, pessoas a magoarem-te, a querem mesmo matar-te. Passas fome, não tens dinheiro, cheiras mal”, diz um dos jovens com conhecimento de causa. Após termos visto documentário “Kushay’Igagasi” – que em 2012 deu nome a campeonato de surf local – quisemos falar com Tom Hewitt, responsável por, através do surf, dar rumo à vida dos jovens que vivem nas ruas de Durban.
Inseridos na comunidade surfista, hoje são o centro das atenções e todos querem ouvir as suas histórias. “Quando surfas sentes-te confortável, livre. Lutas contra a água, cais, levantas-te e tens outra oportunidade para apanhar a onda”, disse Lucky, de 23 anos, um dos fenómenos do su…