Sebastian Steudtner. “Não preciso de ir surfar ondas grandes para o Havai porque Portugal é óptimo”

Com o objectivo de explorar as ondas grandes do país e do arquipélago dos Açores, o “EDP Mar Sem Fim” conta com big riders como João de Macedo, António Silva, Eric Rebiere, Nicolau von Rupp, Sebastian Steudtner, Joana Andrade, entre outros. A primeira paragem é S. Miguel, nos Açores

"'A bolsa EDP MAR SEM FIM’ foi criada com o intuito de apoiar e projectar o surf de ondas grandes e o surf de exploração português. Os objectivos são conquistar nomeações no Billabong XXL, bem como bater recordes, descobrir novas ondas grandes e perfeitas e superar limites”, explicou a organização do evento. Desde Outubro do ano passado que temos assistido a várias tempestades que proporcionaram surf de ondas grandes a alguns dos melhores big riders nacionais e internacionais. O feito fez com que Hugo Vau, Nicolau von Rupp e Joana Andrade estejam nomeados para o Billabong XXL Global Big Waves Awards 2014.
“Passa muito por treino físico e psicológico. Faço muito ginásio, meditação… faço muito yoga e apneia em piscina”, contou-nos Joana Andrade, à margem da conferência “EDP MAR SEM FIM”, que decorreu esta manhã, no museu da Electricidade.
 Apesar do seu tamanho (pouco mais que um metro e meio), Joana não passa despercebida e, durante a conversa, percebemos que é uma mulher destemida. Competiu no surf profissional durante dez anos, mas cedo apercebeu-se que só ganhava as provas quando as ondas estavam maiores. Seguiu-se o free surf e, há cerca de um ano, meteu na cabeça que queria ser a primeira mulher portuguesa a surfar ondas gigantes. “Treinei para isso, tive ajuda de amigos que confiaram em mim. Tirei o curso de jet-resgate que me deu todas as bases e, de repente, cá estou a dropar uma onda grande”, afirmou, lembrando o dia na Papoa, Peniche, com um sorriso na cara.
O que te passou pela cabeça? “Pura adrenalina e pura maluqueira [risos], não sei explicar só estando lá. Para já pensamos que conseguimos e isso preenche aquele vazio que muitas vezes sentimos. Para mim é um sentimento de conquista”, respondeu com a adrenalina que traz consigo.
Quando a questionamos sobre o porquê de não se verem muitas mulheres a aventurarem-se nesta modalidade, Joana explica-nos que “ainda é um desporto um bocado machista.” “Exige muito físico e psicológico e nem todas as mulheres estão preparadas para isso.

Mais em http://www.ionline.pt/artigos/surf/sebastian-steudtner-nao-preciso-ir-surfar-ondas-grandes-havai-porque-portugal-optimo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bruno Santos. “ Vou tentar trazer o título em homenagem ao Ricardinho”

Rodrigo Herédia. “Ganhar será sempre um objectivo na vida”