Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2014

Stephanie Gilmore. A versão feminina de Kelly Slater

Imagem
Gosta que os outros tenham prazer em vê-la surfar e considera o seu surf "descontraído". As suas inspirações são Lisa Andersen, Kelly Slater, Joel Parkinson, mas este ano, na primeira etapa do circuito mundial, sentiu-se como Mick Fanning dentro de um tubo. Stephanie Gilmore dispensa apresentações. Tem cinco títulos mundiais (2007,2008,2009, 2010 e 2012), é simpática e inteligente. Quando menos esperávamos, estava sozinha a olhar o mar. A surfista de 25 anos, natural de New South Wales, Austrália, conversou connosco

Slater virou mulher
“É um elogio e bem grande. O Kelly é um freak e aprendi muito com ele. Onze títulos mundiais? Estou muito longe de imaginar isso para mim. Mas adoro o facto de ele continuar a ser o melhor, querer ser o melhor e mostrar que para ele a idade é só um número. Acho que é uma inspiração para qualquer ser humano. Não sei se serei a versão feminina… sou um bocado mais alta que ele [risos]. Sei que com essa idade vou estar a surfar, com toda a certez…

Sally Fitzgibbons. A vitória tinha de voltar a pertencer-lhe

Imagem
ASP / Daniel Smorigo
A última vez que venceu no Rio de Janeiro foi em 2012. A Adversária era a havaiana Coco Ho. Um ano antes, Carissa Moore roubou-lhe o protagonismo na final, sagrando-se campeã. Aquilo deve ter-lhe ficado entalado.
Sally adora o Rio. Adora o público e isso foi visível no seu rosto quando subiu ao pódio (pela primeira vez nesta época) para receber o prémio e fazer os agradecimentos.
Num confronto “aussie”, Tyler Wright foi a primeira a sair do seu caminho. A primeira entra para matar, já que queria repetir o feito do ano passado e vencer a prova, mas a segunda não deixou. Com o 7,67 e um 7,50 (15,17 pontos no total) Fitzgibbons estava na liderança e na final. Com  9,40 pontos numa onda e 8,57 na segunda, foi “piece of cake” para Carissa Moore eliminar Lakey Peterson que só consegui 0,83 e 5,17 pontos durante a bateria. 2011 repete-se.
“Trabalhei muito para vencer e estou feliz por isso. Há uma rivalidade boa entre mim e a Carissa. Temos sempre boas batalhas e sabia…

Billabong Rio Pro. Michel Bourez gostou do sabor da vitória

Imagem
ASP / Smorigo

Um 10. Só mesmo Kelly Slater para fazer a nota mais alta do dia, em condições complicadas como as que tiveram ontem na praia do Postinho, na Barra da Tijuca. É assim que “o rei” começa. Contra Adriano de Souza, o último atleta brasileiro que restava em prova, Slater fez parecer fácil. Se no ano passado os dois se encontraram, tendo sido Mineirinho quem levou vantagem, ontem o cenário foi bem diferente. “Fiz uma boa onda. Quando a vi levantar-se, sabia que teria de estar no sítio certo. Foi um tubo seco, tive de acertar a linha e aguentar-me até ao fim”, revelou o 11 vezes campeão. Para grande tristeza da torcida verde e amarela, Adriano não conseguiu encontrar-se com o mar, tendo apenas apanhado um onda nos últimos segundos, fazendo 3,73 pontos.
Com uma interferência assinalada, Kolohe Andino conseguiu passar à frente de Travis Logie, com 6,83 pontos, contra os 6,50 do sul-africano. Por seu turno, Michel Bourez também jogou com tudo o que tinha, eliminando Joel Parkinso…

Medina e Fanning eliminados do Billabong Rio Pro

Grande surpresa (ou não, e já explicaremos mais à frente) Mick Fanning foi eliminado, no sábado, na segunda ronda do Billabong Rio Pro, a decorrer na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O responsável foi o wildcard brasileiro David Do Carmo. Ao que tudo indica, o actual campeão do mundo simplesmente não conseguiu encontrar as ondas certas para se manter em prova. Mas se Mick não se encontrou com as ondas do Postinho por outro lado, o paulista esteve no centro das atenções. Considerados underdogs, quando se é wildcard não se tem nada a perder. E é por isso que os mais experientes na matéria sabem que têm de ter (muito) cuidado. Basta lembrar o Moche Rip Curl pro Portugal, em Peniche, quando Frederico Morais fez as malas de Kelly Slater na segunda ronda do campeonato. Sem preocupações, Do Carmo fez o mesmo ao australiano. “O Kelly Slater e o Mick Fanning são os meus ídolos. Cresci vendo esses caras surfando e estou com um sentimento de felicidade que nem sei descrever. O Mick é um ca…

Billabong Rio Pro. Tiago Pires avança para a 3ª ronda e Filipe Toledo bota ‘pra’ quebrar

“Contente de ter passado este primeiro heat, embora saiba que podia ter feito melhor. Tive ondas para tal, mas acabei por cair na finalização. Venha o próximo! Obrigado pela vossa força”, escreveu Tiago Pires na sua página de Facebook após ter passado directamente para a terceira ronda do Billabong Rio Pro, que está a decorrer na Barra da Tijuca.
Apesar das baixas pontuações, Saca passou à frente de Sebastian Zietz e de Adriano de Souza, que em 2011 foi campeão desta etapa e em 2013 disputou a final contra Jordy Smith, acabando por ficar em segundo lugar. As atenções estavam focadas no Mineiro, mas o tiger português não brincou em serviço. Tanto o paulista como o havaiano estão agora na segunda ronda para tentarem manter-se em prova.
Com uma etapa vencida e dois quartos-de-final na perna australiana, Gabriel Medina fez bonito. Actual número um no ranking - segundo os media especializados locais,é a primeira vez que um surfista brasileiro chega à etapa carioca como o líder do ranking –, …

Sagres Surf Culture. A arte de surfar com palavras

Imagem
Não há nada melhor que colocar a massa cinzenta a pensar. E foi isso que fizemos no passado fim-de-semana durante o Sagres Surf Culture, que decorreu no local que o nome indica. Já na 3ª edição, o conceito é simples: colocar a arte e o surf lado a lado.  João Rei é o responsável pelo evento que todos os anos reúne fotógrafos, ilustradores, pintores, cineastas, escultores e escritores na ponta do país. O que têm em comum? partilham a arte de surfar.  Nuno Jonet, Gemeniano Cruz, Gonçalo Cadilhe, Gonçalo Osório, Joana Vasconcelos, João Neto, João Parrinha e Xandi Kreuzeder, Frankie Chavez, Pedro e Mário Patrocínio, Sérgio Fernandes, Sérgio Rosário, Pedro Falcão e José Antunes foram os protagonistas deste ano. “É a celebração da cultura do surf, e já se tornou num marco, e numa marca obrigatória para quem se interessa por este estilo de vida além das licras e da competição.” Aqui o lugar pertence a todos. Surfistas e não surfistas. O que conta é a partilha de experiências e o convívio entre …