“North of The Sun”. Só foi preciso a prancha de surf... o resto estava na praia
Dois amigos decidiram tomar uma atitude e durante nove meses viveram do lixo que estava na praia. O resultado? Uma casa. Ah, e muito surf nas água gelada do Ártico
Eh lá! Mas que dois. É o que pensamos após assistirmos ao filme
“North of The Sun”, sentados na relva do Centro de educação ambiental de Torres
Vedras, a propósito da segunda mostra de roadshow do Allianz Portuguese surf
Film Festival (a primeira teve lugar na ilha Terceira, nos Açores). A escolha da
mostra não foi à toa, já que estávamos a celebrar o dia do ambiente.
Jorn Nyseth Ranum, de 25, e Inge Wegge, de 28, agarraram a causa.
“No Círculo Polar Árctico, dois amigos vão para esta baía surfar e acabam por
passar aí o Inverno. Recolhem o lixo todo da praia e, com o que apanham,
constroem uma casa. Um filme sustentável e ecológico. É a filosofia deste
festival [que se realiza no final deste mês, na Ericeira]”, contou Susana
Andrade, organizadora do evento.
Os dois noruegueses conheceram-se um ano antes de a aventura começar, na
escola de cinema. Meteram na cabeça que queriam fazer algo diferente. Durante 9 meses, assim foi. “Já tive imensas ideias do que queria fazer na vida,
mas sempre houve algo que se colocou no caminho e não queria que isto fosse
mais uma dessas ideias. Foi isso que nos fez avançar”, referiu Ranum, numa
entrevista ao “The Sidney Morning Herald”. “”, disse o outro, já no final da jornada.
Uma aventura que mostra que a força de vontade não tem limites. No
mesmo palco, assistimos ainda ao “Killing Waves”, do português Carlos Carneiro,
que venceu em 2013, na categoria “Sustentabilidade”, o Portuguese Surf Film
Festival. “É baseado na sua experiência em Londres, o filme retrata o Surfers
Against Sewage, uma organização muito válida que luta contra a poluição e
contra todo o lixo que é deixado nas praias”, adiantou Susana. Vale ver.
Consciência ambiental Numa altura em que a preocupação
ambiental é uma constante, há questões que não podem passar ao lado. Numa
notícia publicada por estes dias em vários meios de comunicação social, lia-se
que foram descobertos no Atlântico Norte pedaços de plástico em
quantidades tão grandes ("podiam ser recolhidas à mão"), que fazem "duas
vezes o tamanho de França".
“Milhões de toneladas de resíduos provenientes das costas e dos
rios flutuam em todos os oceanos. Nos cinco principais giros (sistema de
rotação de correntes oceânicas), a força centrípeta que aspira, de forma lenta,
os detritos para o centro”, explica a mesma publicação.
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