"Estou bem aonde não estou"
"Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou porque eu só quero ir a onde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou"
Onde quer que vamos ficamos fascinados com o que encontramos. Desta vez não foi diferente. Partimos de Monte Gordo, no Algarve, rumo a Jeres de la Frontera, em Espanha. São cerca de três horas, pouco mais. Uma pequena ciudad que nos proporcionou conforto, mostrou-nos a sua beleza e a vida das suas gentes. Juan Carlos é um dos sócios da pensão La Fonda Barranco (quase um hotel de cinco estrelas, a nosso ver) onde ficámos instalados.
Uma casa ao estilo árabe, aberta no meio, permitindo assim a entrada da claridade através da clarabóia. Lá em cima, um pequeno terraço com vista sobre a catedral. Lindo, sem dúvida. Como verdadeiro anfitrião, Juan Carlos convida-nos para jantar numa bodega, onde todos os domingos se reúne com os amigos para cantar Flamenco. Lá fomos.
Porque eu só quero ir aonde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou porque eu só quero ir a onde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou"
Onde quer que vamos ficamos fascinados com o que encontramos. Desta vez não foi diferente. Partimos de Monte Gordo, no Algarve, rumo a Jeres de la Frontera, em Espanha. São cerca de três horas, pouco mais. Uma pequena ciudad que nos proporcionou conforto, mostrou-nos a sua beleza e a vida das suas gentes. Juan Carlos é um dos sócios da pensão La Fonda Barranco (quase um hotel de cinco estrelas, a nosso ver) onde ficámos instalados.
Uma casa ao estilo árabe, aberta no meio, permitindo assim a entrada da claridade através da clarabóia. Lá em cima, um pequeno terraço com vista sobre a catedral. Lindo, sem dúvida. Como verdadeiro anfitrião, Juan Carlos convida-nos para jantar numa bodega, onde todos os domingos se reúne com os amigos para cantar Flamenco. Lá fomos.
Pelo caminho, apanhámos a procissão da semana santa em Jeres de La Frontera que é tão ou mais caótica que uma peregrinação a Fátima. Ok, numa escala mais pequena.
Chegados ao destino, pedimos um
vinho da zona (não tão saboroso como gostaríamos) e umas tapas. A casa não está
muito cheia, mas a música começa e atraí os mais curiosos. Não há nada como conhecer determinado país, cidade ou região vivendo os costumes das suas gentes.
Descemos mais um pouco e fomos até
Tarifa. Uma Costa de Caparica, mas menos cuidada e com menos encanto. “Está na
hora de seguir viagem”, pensamos, e a próxima paragem é Gibraltar - um pequeno
território britânico ultramarino, localizado no extremo sul da Península
Ibérica. Pois, devíamos ter lido a wikipédia. Logo à entrada, é possível trocar
euros por libras. Aliás, é a única moeda que se usa. Ouve-se espanhol e inglês.
A cultura é uma mistura de tudo com nada, mas não deixa de ser interessante.
Aqui, os habitantes que mais nos chamam atenção são os macacos (segundo algumas
descrições, têm por hábito tirar as malas aos turistas para roubar comida.
Fruto da civilização). Está visto. Está na hora de regressar à terra de Camões.
De tanto esgotar o sul, desta vez
optámos por dar um salto ao norte do país. Em Vila Nova de Gaia, comemos a famosa francesinha em forno a lenha, no "Tappas Caffé", situado na Madalena, e terminámos com o Xiripiti (bagaço com um sumo qualquer). Aproveitámos
a feira de S. Pedro, junto ao rio, do lado de Gaia, para digerir o repasto e ver o movimento .
Sem dúvida, teremos de lá voltar. A
noite, passada em Leça da Palmeira, assustou-nos. Após tantos anos a dormir
aqui e acolá numa Peugeot Partner, nunca nos sentimos tão inseguros. “Parece
que estamos a ser perseguidos.” E Estávamos. De acordo com uma fonte local, é
em Leça que muitos casais “de bem” procuram desfrutar o amor. Claro está que
também poderá haver quem os queira “observar".
Depois de muito fugir, lá encontrámos um sítio para passar a noite tranquilos e pensarmos no
próximo destino.
Viana do Castelo. Um encanto. De um
lado o rio Lima, do outro o atlântico. A vista panorâmica da igreja de Santa
Luzia, que subimos de funicular, faz-nos lembrar algo que nos esquecemos. Lá em
cima, um fotógrafo com os seus 70 anos e cego de um olho aborda os turistas
para tirar uma fotografia “do tempo dos avós”. E porque não? “10 minutos e está
pronto!” Qual digital, qual quê.
Vila Praia de Âncora é onde ficamos
a descansar, debaixo de uma chuvada tremenda. Aqui vive-se bastante do turismo e do surf. Uma espécie de Baleal, em Peniche, mas numa escala também reduzida. O "Campismo do Paço" chamou-nos logo a atenção. Um local reservado, que nos coloca em contacto com a natureza.
Mas o tempo é curto e o destino é o Gerês.
Mas o tempo é curto e o destino é o Gerês.
Entre curvas e contra-curvas -
decidimos atravessar a serra, partindo de Ponte da Barca-, vamos passando por
aldeias com meia-dúzia de casas, se tanto. As vacas andam na estrada como se
fossem pessoas e quase se sentem ofendidas por serem obrigadas a deixar os
carros passar. Felizmente o trânsito não é muito e o que há são as próprias que provocam.
Situado na aldeia de Brufe, “O
Abocanhado” convida-nos a fazer uma paragem para comermos com a boca e com os olhos, perante a vista sobre o Vale do Rio Homem. O bacalhau, esse, espectacular, banhado em
azeite de qualidade e para acompanhar um vinho verde tinto de Ponte de Lima.
Hummm… Já de barriga cheia seguimos caminho. Mais curvas e contra-curvas,
deixando o próprio GPS baralhado (chegou a mandar-nos para as couves do vizinho), lá chegámos a Paredes do Rio.
A aldeia convida-nos a ficar. Entre olhares
desconfiados aparece quem nos prometeu estadia. As vacas passam à porta,
deixando um cheiro que primeiro estranha-se depois entranha-se. Ouve-se os
pássaros, a água a correr pelas ribeiras e os cães a ladrar. Acabámos por fazer uma amigo, a quem apelidamos de "farrusco". Que saudades do "farrusco..."
No que toca à gastronomia, aqui come-se posta barrosã a
acompanhar com arroz, batata frita caseira e uma boa salada. Para digerir o almoço, entre trilhos e caminhos, vamos conhecer aquilo que tanto atraí os turistas ao Gerês, as suas cascatas e lagoas.
Não nos perguntem como se chega lá, mas acreditem que vale mesmo a pena percorrer a estrada toda em terra batida e de vidros fechados para não sermos atacados pelas abelhas que estão no caminho.
A água é gelada, mas dá sempre para um bom mergulho, ao mesmo tempo que admiramos a paisagem e entramos no silêncio da serra. Os restos dos dias são passados a conhecer a própria vila e alguns dos seus habitantes.
Qual é a nossa surpresa quando ficamos a saber que a aldeia onde estamos é aquela que foi palco de um anúncio da Optimus (antes de haver a fusão) do "All Together Now", que levou vários artistas ao local. claro está que a publicidade não agradou propriamente aos protagonistas, mas lá se fez e a associação ganhou uns trocos.
A conversa está boa, mas (infelizmente) são horas de partir. Agora vamos aproveitar o que resta da feira de S. Pedro em Torres Vedras.
"Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só"
A água é gelada, mas dá sempre para um bom mergulho, ao mesmo tempo que admiramos a paisagem e entramos no silêncio da serra. Os restos dos dias são passados a conhecer a própria vila e alguns dos seus habitantes.
Qual é a nossa surpresa quando ficamos a saber que a aldeia onde estamos é aquela que foi palco de um anúncio da Optimus (antes de haver a fusão) do "All Together Now", que levou vários artistas ao local. claro está que a publicidade não agradou propriamente aos protagonistas, mas lá se fez e a associação ganhou uns trocos.
A conversa está boa, mas (infelizmente) são horas de partir. Agora vamos aproveitar o que resta da feira de S. Pedro em Torres Vedras.
"Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só"


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