O melhor é deixar de ser namorada de surfista e passar a ser surfista
Em 2011, Fred D’ Orey, uma referência do surf brasileiro,
escrevia que ser namorada de surfista não era pêra doce. No início, a ideia de
ir para a praia apanhar sol, viajar e correr atrás do swell ia soar como música
para os ouvidos, mas com o tempo a paciência ia começar a esgotar-se. “Tem que
ser o tempo todo? Dá para falar de outra coisa? Não dá para a gente fazer um
programa diferente?"
Claro está que será preciso muita paciência e força de
vontade para continuar a relação. Nada que não seja impossível, mas é melhor
ter-se em conta alguns aspectos:
Prioridades:
O surf vem sempre em primeiro lugar. Quanto mais cedo se
aceitar esta premissa melhor. As noitadas são para esquecer se a ondulação do
ano se aproxima. A atenção dele estará focada nos preparativos da sessão.
Tempo na água:
É quase a sua primeira casa, se não a primeira. Uma hora é
pouco para o surfista que está habituado a ficar uma manhã ou a tarde toda
dentro de água. O mais certo é passar lá o dia com algumas paragens em terra. É
nessa altura que podem aproveitar para trocar dois dedos de conversa.
Madrugar:
A natureza é assim. Não tem hora. Se é às 6 horas da manhã
que “vai estar bom”, ele vai levantar-se cedo. Não vale a pena enviar mensagens
para saber a que horas vem e se vale a pena contar com ele para o almoço. Mais
vale convidar as amigas e ir ter com ele à praia.
Fator perigo:
É preciso estar consciente que o perigo também está no surf.
Não adiante ficares a roer-te na areia. Ele sabe o que está a fazer.
Peixe fora de água:
Se não há ondas, ele sente-se como peixe fora de água e os
níveis de ansiedade começam a subir. O mais certo é desejares que ele vá para o
mar o mais rápido possível.
Arranjar o que fazer:
Começar a fotografar pode ser uma boa ideia para ajudar a
passar o tempo. Além disso, o mais certo é ele pedir-te para tirar umas quantas
enquanto está a surfar.
Viagens:
Bem, esta é uma das vantagens do surf. Leva-te a sítios
incríveis. E tal como mencionava D’ Orey: “Que tal namorar ciclista e ficar se
esbaforindo pedalando atrás do cara? Que tal namorar um tenista e passar o fim
de semana no clube? Que tal namorar um windsurfista e perseguir o vento, quanto
mais vento melhor, e ficar mofando dentro do carro?” Hummm… leva-nos a pensar
duas vezes.
Posto isto, o melhor mesmo é deixar de ser namorada de
surfista e passar a ser surfista. Aí podes ter a certeza que vão estar em
sintonia.
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