Surfterra. O ponto de encontro entre surfistas e fotógrafos

“Não existe nenhuma plataforma no mundo feita por surfistas e fotógrafos, que vivem esta paixão pelas ondas e que no fundo é isso que os une.” É assim que José Maria Leitão de Sousa descreve o mais recente projecto Surfterra- uma plataforma online que permite ao fotógrafo publicar as imagens capturadas de uma sessão de surf e ao surfista anónimo obter essa imagem.

Lançado há cerca de um mês, a ideia partiu do seu tio, Miguel Dray, surfista há mais de 30 anos. “Ele já teve muitas experiências no surf e tem muitos contactos com fotógrafos e surfistas em Portugal. Mas foi durante as suas viagens à procura de ondas que percebeu que faltava aqui algo que ajudasse os surfistas e os fotógrafos a terem uma relação melhor. Daí surgiu esta plataforma que no fundo veio colmatar esse espaço que existe entre os dois”, explicou ao i.

Dividido em dois users, o sufista e o fotógrafo, têm de estar obrigatoriamente registados no site. “O surfista escreve, por exemplo, que esteve nos Coxos entre às 12h às 16h. E o fotógrafo escreve que esteve no mesmo sítio entre as 10h e as 17h. O sistema estabelece o matching e as imagens aparecem no perfil desse surfista.” O negócio é feito apenas entre os dois. “Os surfistas têm mais facilidade em obter fotografias suas que de outra forma não conseguiriam encontrar. Além disso, ainda dispomos de um gráfico que faz a monotorização da evolução do surfista.”

A contar com aproximadamente dois mil utilizadores, claro está que não se trata de surfistas profissionais, pois esses, por norma, trabalham com os seus próprios fotógrafos. Contudo, Zé Maria assegurou que há espaço para todos, desde o fotógrafo amador ao mais experiente. “O mais interessante é que conseguimos chegar a muitos profissionais que nunca pensámos. Temos mais de 100 na plataforma.”

Gonçalo Ruivo, Bruno “Smith” Magalhães, Tó Mané, João Barbosa, João Brek Bracourt, Fernadinho Silva, Nicolas Peltier, Alex Laurel, Ginez Diaz, Laurent Pujol, Bastien Bonnarme e Mattia Mandreolli são alguns dos nomes que constam na lista.

“Os fotógrafos descarregam as imagens na plataforma sem qualquer custo.” “E de que forma as suas imagens estão protegidas?”, perguntamos. “A fotografia está protegida com uma marca de água. Mesmo sendo possível “roubar” a imagem, ela vem sempre com essa marca e com baixa qualidade. No futuro queremos evitar que as pessoas consigam fazer isso. Aliás, será o próximo passo da plataforma”, garantiu, afirmando que o foco neste momento é angariar mais fotógrafos.

 “Antes, os fotógrafos para venderem o seu trabalho tinham de se cruzar directamente com o surfista. Havendo uma plataforma isso acaba, tendo ainda mais uma oportunidade para conseguir vender a fotografia”, concluiu.


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