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International Surfing Association. A fazer história desde 1964

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A comemorar 50 anos, a International Surfing Association tem tido um papel fundamental nos desportos aquáticos
Já lá vão 50 anos desde que os australianos Bernard “Midget” Farrelly e Phyllis O´Donnell subiram ao pódio, tornando-se assim nos primeiros campeões mundiais de surf, masculino e feminino, respectivamente. Isto numa altura em que a modalidade crescia a passos largos do outro lado do mundo. “Aconteceram algumas coisas ao mesmo tempo no surf que o tornou popular na altura do campeonato. E isso veio do nada”, recordou Farrelly anos mais tarde. Coube ao peruano Eduardo Arena estar à frente da até então International Surfing Federation (que em 1976 mudou o nome para International Surfing Association). O objectivo era único: promover campeonatos mundiais.
Após o sucesso em Manly, Austrália, onde decorreu a primeira prova, no ano seguinte (1965), foi a vez de Felipe Pomar elevar o Peru, vencendo a prova em Punta Rocas, seguido de Nat Young (em 1966).  “Penso que a performance do Nat em …

Gabriel Medina. “A nova geração está a caminho e fico feliz por poder representá-la”

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Foi a segunda final de Gabriel Medina nas Fiji e a primeira vez que um brasileiro conquistou o título da etapa. Em 2011, o surfista de 20 anos subiu ao pódio, mas era Kelly Slater quem erguia o troféu





“Eu, o Gabriel Medina e o Filipe Toledo aparecemos com outro nível de surf, mas ainda assim há aquele estigma que é preciso ser campeão mundial para provar ao mundo de que somos capazes", referiu Adriano de Souza numa entrevista, já bem depois de, no ano passado, ter vencido em Bells Beach, tornando-se o primeiro surfista masculino brasileiro a tocar o sino (Silvana Lima foi a primeira). Como escreveu um jornalista brasileiro no final da época passada: É o “brazillian storm”.

Pois bem, a profecia parece estar a cumprir-se. Gabriel não pára de dar nas vistas e colocar o Brasil na boca do mundo (sim, sabemos que o mundial que está aí à porta também dá protagonismo ao país). Primeiro na Gold Coast, Austrália - quintal de Joel Parkinson, que por sua vez teve de contentar-se com o segundo …

“North of The Sun”. Só foi preciso a prancha de surf... o resto estava na praia

Dois amigos decidiram tomar uma atitude e durante nove meses viveram do lixo que estava na praia. O resultado? Uma casa. Ah, e muito surf nas água gelada do Ártico
Eh lá! Mas que dois. É o que pensamos após assistirmos ao filme “North of The Sun”, sentados na relva do Centro de educação ambiental de Torres Vedras, a propósito da segunda mostra de roadshow do Allianz Portuguese surf Film Festival (a primeira teve lugar na ilha Terceira, nos Açores). A escolha da mostra não foi à toa, já que estávamos a celebrar o dia do ambiente.
Jorn Nyseth Ranum, de 25, e Inge Wegge, de 28, agarraram a causa. “No Círculo Polar Árctico, dois amigos vão para esta baía surfar e acabam por passar aí o Inverno. Recolhem o lixo todo da praia e, com o que apanham, constroem uma casa. Um filme sustentável e ecológico. É a filosofia deste festival [que se realiza no final deste mês, na Ericeira]”, contou Susana Andrade, organizadora do evento.
Os dois noruegueses conheceram-se um ano antes de a aventura começar,…

Sally Fitzgibbons: “Foi um grande dia para o surf feminino”

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Fiji foi prova de fogo. Fora do circuito desde 2006, Cloudbreak e Restaurants voltou a fazer parte da agenda do circuito mundial de surf feminino. “Independente, competitivo, belo e sexy. Assim deve ser o surf feminino”, lê-se num artigo de opinião, publicado no i. Sem dúvida que as mulheres estão a ganhar território no mar e, consequentemente, na indústria.
Nesta quinta paragem da ASP Samsung Galaxy, assistimos a ondas de excelência com atletas que provaram o seu valor (mesmo que houvesse algo para provar). Quedas fortes (Maria Manuel, Laura Enever), lesões (Malia Manuel), tubos (Sally Fitzgiboons), pranchas partidas (Laura Enever e Malia Manuel). O surf feminino está sem dúvida competitivo e belo.

Coube a Sally o gosto da vitória (a segunda deste ano e consecutiva, já que venceu o Billabong Rio Pro) e a Stephanie Gilmore o segundo lugar no pódio. “Estou exausta. Hoje foi um dia de guerreiros. Tantas vezes que nos magoámos no reef e tivemos que continuar. Foi um grande dia para o sur…

Meir. "Desde que me tornei Baal Teshuva o meu surf melhorou"

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"Enquanto o mar e as ondas continuarem a fascinar-me, vou continuar a surfar...ao mesmo tempo que estudo a Bíblia." As palavras são de Meir, um judeu ultra-ortodoxo que encontrou a fé no surf ou o surf na fé. Quem nos apresenta Meir é Gai Shtienberg, que publica o seu trabalho fotográfico no site The Inertia. O fotógrafo israelita de 30 anos não esconde o fascínio pela sua cultura, sendo o próprio estranho à mesma.

A curiosidade levou-o a Meir. "Tive a ideia de contar a história depois de ver um projecto de um fotógrafo australiano sobre surfistas na Faixa de Gaza. Nessa altura estava a pensar fazer um documentário sobre judaísmo ortodoxo, mas depois das filmagens aquilo começou a aborrecer-me", confessa. "Entre o meu projecto inacabado e o do fotógrafo, tive uma ideia para um novo documentário", explica-nos por email. Surfista desde os 14 anos, Gai sabia exactamente o que queria. "Comecei a falar com uns amigos e a perguntar-lhes se sabiam ou conhec…

Trick. Uma tábua de skate partida é talher em cima da mesa

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Desde que fez uma surftrip a Portugal, a convite de um amigo, Marino Cardelli diz que não há um único dia que não pense nas ondas. "Para mim, o surf foi uma grande escola de vida e inspiração", admitiu ao i. É assim que Marino se apresenta, juntamente com uns talheres feitos de tábuas de skate partidas. Já falaremos mais sobre o assunto.

Natural da República de São Marino, um pequeno Estado independente no centro de Itália, onde se encontra neste momento, Cardelli é um atleta completo. Aos sete anos, por influência dos pais, já era esquiador alpino. Aos 13 tornou- -se atleta oficial, tendo chegado às competições internacionais e aos 18 participou nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim, repetindo o feito aos 22 anos, em Vancouver.
"Sendo uma região montanhosa, a localidade oferece condições de excelência para a prática de ski, BTT, jogging, escalada e desportos urbanos, como o skateboard", explica-nos. Era quase obrigatório dedicar-se também ao skate. "Perto d…

Stephanie Gilmore. A versão feminina de Kelly Slater

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Gosta que os outros tenham prazer em vê-la surfar e considera o seu surf "descontraído". As suas inspirações são Lisa Andersen, Kelly Slater, Joel Parkinson, mas este ano, na primeira etapa do circuito mundial, sentiu-se como Mick Fanning dentro de um tubo. Stephanie Gilmore dispensa apresentações. Tem cinco títulos mundiais (2007,2008,2009, 2010 e 2012), é simpática e inteligente. Quando menos esperávamos, estava sozinha a olhar o mar. A surfista de 25 anos, natural de New South Wales, Austrália, conversou connosco

Slater virou mulher
“É um elogio e bem grande. O Kelly é um freak e aprendi muito com ele. Onze títulos mundiais? Estou muito longe de imaginar isso para mim. Mas adoro o facto de ele continuar a ser o melhor, querer ser o melhor e mostrar que para ele a idade é só um número. Acho que é uma inspiração para qualquer ser humano. Não sei se serei a versão feminina… sou um bocado mais alta que ele [risos]. Sei que com essa idade vou estar a surfar, com toda a certez…

Sally Fitzgibbons. A vitória tinha de voltar a pertencer-lhe

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ASP / Daniel Smorigo
A última vez que venceu no Rio de Janeiro foi em 2012. A Adversária era a havaiana Coco Ho. Um ano antes, Carissa Moore roubou-lhe o protagonismo na final, sagrando-se campeã. Aquilo deve ter-lhe ficado entalado.
Sally adora o Rio. Adora o público e isso foi visível no seu rosto quando subiu ao pódio (pela primeira vez nesta época) para receber o prémio e fazer os agradecimentos.
Num confronto “aussie”, Tyler Wright foi a primeira a sair do seu caminho. A primeira entra para matar, já que queria repetir o feito do ano passado e vencer a prova, mas a segunda não deixou. Com o 7,67 e um 7,50 (15,17 pontos no total) Fitzgibbons estava na liderança e na final. Com  9,40 pontos numa onda e 8,57 na segunda, foi “piece of cake” para Carissa Moore eliminar Lakey Peterson que só consegui 0,83 e 5,17 pontos durante a bateria. 2011 repete-se.
“Trabalhei muito para vencer e estou feliz por isso. Há uma rivalidade boa entre mim e a Carissa. Temos sempre boas batalhas e sabia…

Billabong Rio Pro. Michel Bourez gostou do sabor da vitória

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ASP / Smorigo

Um 10. Só mesmo Kelly Slater para fazer a nota mais alta do dia, em condições complicadas como as que tiveram ontem na praia do Postinho, na Barra da Tijuca. É assim que “o rei” começa. Contra Adriano de Souza, o último atleta brasileiro que restava em prova, Slater fez parecer fácil. Se no ano passado os dois se encontraram, tendo sido Mineirinho quem levou vantagem, ontem o cenário foi bem diferente. “Fiz uma boa onda. Quando a vi levantar-se, sabia que teria de estar no sítio certo. Foi um tubo seco, tive de acertar a linha e aguentar-me até ao fim”, revelou o 11 vezes campeão. Para grande tristeza da torcida verde e amarela, Adriano não conseguiu encontrar-se com o mar, tendo apenas apanhado um onda nos últimos segundos, fazendo 3,73 pontos.
Com uma interferência assinalada, Kolohe Andino conseguiu passar à frente de Travis Logie, com 6,83 pontos, contra os 6,50 do sul-africano. Por seu turno, Michel Bourez também jogou com tudo o que tinha, eliminando Joel Parkinso…

Medina e Fanning eliminados do Billabong Rio Pro

Grande surpresa (ou não, e já explicaremos mais à frente) Mick Fanning foi eliminado, no sábado, na segunda ronda do Billabong Rio Pro, a decorrer na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O responsável foi o wildcard brasileiro David Do Carmo. Ao que tudo indica, o actual campeão do mundo simplesmente não conseguiu encontrar as ondas certas para se manter em prova. Mas se Mick não se encontrou com as ondas do Postinho por outro lado, o paulista esteve no centro das atenções. Considerados underdogs, quando se é wildcard não se tem nada a perder. E é por isso que os mais experientes na matéria sabem que têm de ter (muito) cuidado. Basta lembrar o Moche Rip Curl pro Portugal, em Peniche, quando Frederico Morais fez as malas de Kelly Slater na segunda ronda do campeonato. Sem preocupações, Do Carmo fez o mesmo ao australiano. “O Kelly Slater e o Mick Fanning são os meus ídolos. Cresci vendo esses caras surfando e estou com um sentimento de felicidade que nem sei descrever. O Mick é um ca…

Billabong Rio Pro. Tiago Pires avança para a 3ª ronda e Filipe Toledo bota ‘pra’ quebrar

“Contente de ter passado este primeiro heat, embora saiba que podia ter feito melhor. Tive ondas para tal, mas acabei por cair na finalização. Venha o próximo! Obrigado pela vossa força”, escreveu Tiago Pires na sua página de Facebook após ter passado directamente para a terceira ronda do Billabong Rio Pro, que está a decorrer na Barra da Tijuca.
Apesar das baixas pontuações, Saca passou à frente de Sebastian Zietz e de Adriano de Souza, que em 2011 foi campeão desta etapa e em 2013 disputou a final contra Jordy Smith, acabando por ficar em segundo lugar. As atenções estavam focadas no Mineiro, mas o tiger português não brincou em serviço. Tanto o paulista como o havaiano estão agora na segunda ronda para tentarem manter-se em prova.
Com uma etapa vencida e dois quartos-de-final na perna australiana, Gabriel Medina fez bonito. Actual número um no ranking - segundo os media especializados locais,é a primeira vez que um surfista brasileiro chega à etapa carioca como o líder do ranking –, …

Sagres Surf Culture. A arte de surfar com palavras

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Não há nada melhor que colocar a massa cinzenta a pensar. E foi isso que fizemos no passado fim-de-semana durante o Sagres Surf Culture, que decorreu no local que o nome indica. Já na 3ª edição, o conceito é simples: colocar a arte e o surf lado a lado.  João Rei é o responsável pelo evento que todos os anos reúne fotógrafos, ilustradores, pintores, cineastas, escultores e escritores na ponta do país. O que têm em comum? partilham a arte de surfar.  Nuno Jonet, Gemeniano Cruz, Gonçalo Cadilhe, Gonçalo Osório, Joana Vasconcelos, João Neto, João Parrinha e Xandi Kreuzeder, Frankie Chavez, Pedro e Mário Patrocínio, Sérgio Fernandes, Sérgio Rosário, Pedro Falcão e José Antunes foram os protagonistas deste ano. “É a celebração da cultura do surf, e já se tornou num marco, e numa marca obrigatória para quem se interessa por este estilo de vida além das licras e da competição.” Aqui o lugar pertence a todos. Surfistas e não surfistas. O que conta é a partilha de experiências e o convívio entre …

Kelly Slater termina relação com Quiksilver. Verdade ou dia das mentiras?

A notícia espalhou-se à velocidade da luz. Após 23 anos de relação, Kelly Slater anunciou que vai deixar a Quiksilver. Verdade ou apenas uma partida do dia das mentiras? Certo é que a novidade já foi divulgada pela Association of Surfing Professionals (ASP).

“Há pouco que possa dizer que seja suficiente para mostrar a gratidão que sinto, quer a nível pessoal quer profissional, para com a Quiksilver”, lê-se no início do post publicado pelo 11 vezes campeão, na sua página de Facebook. “Apoiaram-me nos bons e maus momentos, nas dificuldades pessoais e nos triunfos da competição. E nunca hesitaram em apoiar-me nas minhas escolhas e desejos […] As recordações que tenho por me juntar à equipa e tornar-me irmão daqueles que considero heróis, como o Tom Carroll e o Ross Clarke-Jones, e as amizades que fiz, preencheram-me a vida”, continua a publicação.

Sem palavras para expressar os sentimentos, o rei acrescenta que “segue-se um novo capítulo”, anunciado que escolheu o grupo Ker…

Lyndie Irons. “Já não se vê a mesma rivalidade no surf como havia entre o Andy e o Kelly Slater”

Andy Irons…não há nada que já não tenha sido dito ou escrito sobre o surfista havaiano. Rival de Kelly Slater, três títulos mundiais e uma sede insaciável de vencer. Em Outubro de 2010, no Rip Curl Pro Peniche, foi a última vez que o vimos. Um mês depois corria a notícia de que Andy tinha morrido, vítima de uma paragem cardíaca, entre boatos sobre o consumo abusivo de drogas. Kelly chorou e a indústria do surf também. Nada foi igual desde então.
Lyndie Irons não passa despercebida. É bonita, sim, sem dúvida. Mas não é essa a razão que nos motiva a olhar para ela. Lyndie é a mulher de Andy e por isso, nas palavras do editor do site “The Inertia”, “a rainha mais bem guardada da comunidade do surf.” Nascida e criada nas praias da Califórnia, vive hoje na terra de Andy, com o filho de três anos que carrega o nome do pai, e gere a ACACIA Swimwear – marca de bikinis – em conjunto com a sua sócia Naomi Newirth.
Ainda a estrear-se nas entrevistas, confessa estar pronta para fala…

África do Sul. O surf como escapatória ao apartheid

“Naquela época praticamente só existiam surfistas brancos. Os negros que surfavam estavam a quebrar barreiras. Para a maioria, principalmente nas regiões zulus, as tradições e práticas culturais convenciam as pessoas a não entrar no mar. Tinham histórias de que os ancestrais viviam debaixo das ondas e que se alguém lá fosse, seria apanhado”, conta a sul-africana Sara Blecher, à revista “Hardcore”, responsável pelo filme “Otelo Burning”, que este ano teve estreia no Portuguese Surf Film Festival (PSFF), na Ericeira.
“É uma história de ficção, totalmente inspirada no fim da década de 80, regressando à altura em que Nelson Mandela está quase a sair da prisão. Há um miúdo que chama a atenção pela busca da liberdade e encontra no surf a melhor forma de expressão”, contou ao i Susana Andrade, organizadora do evento, na altura em que o filme esteve em exibição no PSFF
Era no surf que muitos sul-africanos se refugiavam para esquecer a violência que viviam em terra. “Durban é uma c…

Sebastian Steudtner. “Não preciso de ir surfar ondas grandes para o Havai porque Portugal é óptimo”

Com o objectivo de explorar as ondas grandes do país e do arquipélago dos Açores, o “EDP Mar Sem Fim” conta com big riders como João de Macedo, António Silva, Eric Rebiere, Nicolau von Rupp, Sebastian Steudtner, Joana Andrade, entre outros. A primeira paragem é S. Miguel, nos Açores

"'A bolsa EDP MAR SEM FIM’ foi criada com o intuito de apoiar e projectar o surf de ondas grandes e o surf de exploração português. Os objectivos são conquistar nomeações no Billabong XXL, bem como bater recordes, descobrir novas ondas grandes e perfeitas e superar limites”, explicou a organização do evento. Desde Outubro do ano passado que temos assistido a várias tempestades que proporcionaram surf de ondas grandes a alguns dos melhores big riders nacionais e internacionais. O feito fez com que Hugo Vau, Nicolau von Rupp e Joana Andrade estejam nomeados para o Billabong XXL Global Big Waves Awards 2014.
“Passa muito por treino físico e psicológico. Faço muito ginásio, meditação……

Surf. Quando o mar toma o lugar das ruas e dá aos jovens um sentido de pertença

O documentário “Kushay’Igagasi”, que esteve na segunda edição do Portuguese Surf Film Festival, em 2013, levou-nos a querer saber mais sobre estes jovens que vivem nas ruas de Durban mas que só andam com a prancha de surf debaixo dos pés
“Enquanto miúdo, é muito difícil viver nas ruas. Enfrentamos muitas coisas diferentes, como lutas, pessoas a magoarem-te, a querem mesmo matar-te. Passas fome, não tens dinheiro, cheiras mal”, diz um dos jovens com conhecimento de causa. Após termos visto documentário “Kushay’Igagasi” – que em 2012 deu nome a campeonato de surf local – quisemos falar com Tom Hewitt, responsável por, através do surf, dar rumo à vida dos jovens que vivem nas ruas de Durban.
Inseridos na comunidade surfista, hoje são o centro das atenções e todos querem ouvir as suas histórias. “Quando surfas sentes-te confortável, livre. Lutas contra a água, cais, levantas-te e tens outra oportunidade para apanhar a onda”, disse Lucky, de 23 anos, um dos fenómenos do su…

Velha guarda avança para os quartos.de-final na Gold Coast

Com o final da terceira e quarta rondas, a decisão para conhecermos o campeão do Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália, está próxima. Ontem, apesar de Snapper Rocks não se encontrar nas condições ideais, as ondas foram suficientes para um bom espectáculo.

Mais em http://www.ionline.pt/surf/velha-guarda-avanca-os-quartos-final-na-gold-coast

Saca:" Hoje errei ao cair no final da minha melhor onda"

Tiago Pires tem mostrado que começou a época com o surf no pé. Desde Newcastle – onde participou no evento WQS de seis estrelas - que vemos o único surfista português no circuito mundial empenhado em impressionar os júris e o público. Na Gold Coast não foi diferente, embora a prestação de ontem em Snapper Rocks tenha ficado aquém das suas expectativas.

Após seis dias de espera para defrontar CJ Hobgood, Saca não conseguiu derrotar o surfista natural da Florida, que, apesar de não ter obtido pontuações muito altas, apanhou mais ondas que o seu adversário. A juntar-se a isto, Tiago cometeu um erro que os júris da Association of Surfing Professionals (ASP) não perdoam: cair numa manobra. “O WCT não permite erros e eu hoje errei ao cair no final da minha melhor onda”, admitiu, sublinhando já estar preparado para a próxima prova. Mais cinco baterias se seguiram e a lista de eliminados da segunda ronda aumentou, fazendo parte dela Adrian Buchan, Damien Hobgood, Kieren Perro…

Tyler Wright vence em Snapper Rocks e Dane Reynolds dá show de reabertura

Depois de pouca agitação dentro de água nos últimos dias, ontem, Snapper Rocks, na Austrália, proporcionou emoções fortes aos surfistas do circuito mundial.

Começando pelas mulheres, foi Tyler Wright quem levou para casa o prémio do Roxy Pro Gold Coast 2013, naquele que foi o primeiro campeonato da época, estando neste momento à frente na corrida para o título mundial. Com ondas a rondarem um metro, as semi-finais femininas foram tensas. Primeiro entre Tyler e Stephanie Gilmore e depois entre Carissa Moore e Sally Fitzgibbons.

Continua em http://www.ionline.pt/surf/tyler-wright-vence-snapper-rocks-dane-reynolds-da-show-reabertura