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"Estou bem aonde não estou"

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"Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou porque eu só quero ir a onde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou"

Onde quer que vamos ficamos fascinados com o que encontramos. Desta vez não foi diferente. Partimos de Monte Gordo, no Algarve, rumo a Jeres de la Frontera, em Espanha. São cerca de três horas, pouco mais. Uma pequena ciudad que nos proporcionou conforto, mostrou-nos a sua beleza e a vida das suas gentes. Juan Carlos é um dos sócios da pensão La Fonda Barranco (quase um hotel de cinco estrelas, a nosso ver) onde ficámos instalados.


Uma casa ao estilo árabe, aberta no meio, permitindo assim a entrada da claridade através da clarabóia. Lá em cima, um pequeno terraço com vista sobre a catedral. Lindo, sem dúvida. Como verdadeiro anfitrião, Juan Carlos convida-nos para jantar numa bodega, onde todos os domingos se reúne com os amigos para cantar Flamenco. Lá fomos. 
Pelo caminho, apanhámos a procis…

GAUCHOS DEL MAR. “NÃO É SÓ CHEGAR, SURFAR E SAIR. É APRENDER OS COSTUMES”

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Joaquín, de 26, e Julián, de 28, acreditam que é possível viver do que mais se gosta e sem limites
“Tierra de Patagones” retrata a história de dois irmãos que se aventuraram pela região da Patagónia durante seis meses em busca de novas descobertas, novos amigos, novas culturas e novas ondas.
Começou por ser um sonho de criança, mas acabou por se tornar realidade, quando em 2010 Joaquín e Julián Azulay decidiram agarrar na prancha e percorrer a Califórnia até ao sul do Chile, dando assim início ao projecto Gauchos del Mar. “Durante quatro/cinco dias, acampámos e convivemos com a gente local. Fomos filmando e surgiu o nosso primeiro filme, que foi um enorme sucesso para nós. Ganhámos nove prémios nos festivais e isso deu-nos força para avançar com este segundo filme ”, explicou Joaquín, que se encontra em Portugal, na Ericeira, para a 3ª edição do Allianz Portuguese Surf Film Festival, que teve início oficial na quinta-feira. Ontem foi a vez de assistirmos a “Tierra de Patagones”, um fi…

Tiago Pires. "Ainda está para acontecer aquele resultado que me vai dar muita confiança"

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Após um ano complicado, em que afirmou estar habituado ao stresse de fim de época, Tiago "Saca" Pires regressou ao circuito mundial de surf mais forte do que nunca. Não pelos resultados (tem três 13.o lugares, um 25.o), mas pela postura que assumiu. Pouco antes da 6.a etapa do World Championship Tour, que acontece já no dia 10 de Julho, em Jeffreys Bay, estivemos à conversa com o único surfista português no tour.

Já estás melhor da tua lesão?
Não vou dizer que estou a 100% e que não sinto nada, pois infelizmente isso ainda não acontece. Mas estou a sentir--me cada vez mais forte dentro de água. Uma coisa boa desta última vez que me magoei na Austrália [razão pela qual falhou a segunda etapa] é que desde muito cedo o movimento que me está a provocar dor não é o que faço no surf. Desta vez fiz uma hiperextensão e é aí que ainda sinto dor. Acaba por não afectar o meu surf, pois como vou em pé, com as pernas um pouco flectidas, não sinto dor. Mas a lesão ainda está …

International Surfing Association. A fazer história desde 1964

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A comemorar 50 anos, a International Surfing Association tem tido um papel fundamental nos desportos aquáticos
Já lá vão 50 anos desde que os australianos Bernard “Midget” Farrelly e Phyllis O´Donnell subiram ao pódio, tornando-se assim nos primeiros campeões mundiais de surf, masculino e feminino, respectivamente. Isto numa altura em que a modalidade crescia a passos largos do outro lado do mundo. “Aconteceram algumas coisas ao mesmo tempo no surf que o tornou popular na altura do campeonato. E isso veio do nada”, recordou Farrelly anos mais tarde. Coube ao peruano Eduardo Arena estar à frente da até então International Surfing Federation (que em 1976 mudou o nome para International Surfing Association). O objectivo era único: promover campeonatos mundiais.
Após o sucesso em Manly, Austrália, onde decorreu a primeira prova, no ano seguinte (1965), foi a vez de Felipe Pomar elevar o Peru, vencendo a prova em Punta Rocas, seguido de Nat Young (em 1966).  “Penso que a performance do Nat em …

Gabriel Medina. “A nova geração está a caminho e fico feliz por poder representá-la”

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Foi a segunda final de Gabriel Medina nas Fiji e a primeira vez que um brasileiro conquistou o título da etapa. Em 2011, o surfista de 20 anos subiu ao pódio, mas era Kelly Slater quem erguia o troféu





“Eu, o Gabriel Medina e o Filipe Toledo aparecemos com outro nível de surf, mas ainda assim há aquele estigma que é preciso ser campeão mundial para provar ao mundo de que somos capazes", referiu Adriano de Souza numa entrevista, já bem depois de, no ano passado, ter vencido em Bells Beach, tornando-se o primeiro surfista masculino brasileiro a tocar o sino (Silvana Lima foi a primeira). Como escreveu um jornalista brasileiro no final da época passada: É o “brazillian storm”.

Pois bem, a profecia parece estar a cumprir-se. Gabriel não pára de dar nas vistas e colocar o Brasil na boca do mundo (sim, sabemos que o mundial que está aí à porta também dá protagonismo ao país). Primeiro na Gold Coast, Austrália - quintal de Joel Parkinson, que por sua vez teve de contentar-se com o segundo …

“North of The Sun”. Só foi preciso a prancha de surf... o resto estava na praia

Dois amigos decidiram tomar uma atitude e durante nove meses viveram do lixo que estava na praia. O resultado? Uma casa. Ah, e muito surf nas água gelada do Ártico
Eh lá! Mas que dois. É o que pensamos após assistirmos ao filme “North of The Sun”, sentados na relva do Centro de educação ambiental de Torres Vedras, a propósito da segunda mostra de roadshow do Allianz Portuguese surf Film Festival (a primeira teve lugar na ilha Terceira, nos Açores). A escolha da mostra não foi à toa, já que estávamos a celebrar o dia do ambiente.
Jorn Nyseth Ranum, de 25, e Inge Wegge, de 28, agarraram a causa. “No Círculo Polar Árctico, dois amigos vão para esta baía surfar e acabam por passar aí o Inverno. Recolhem o lixo todo da praia e, com o que apanham, constroem uma casa. Um filme sustentável e ecológico. É a filosofia deste festival [que se realiza no final deste mês, na Ericeira]”, contou Susana Andrade, organizadora do evento.
Os dois noruegueses conheceram-se um ano antes de a aventura começar,…

Sally Fitzgibbons: “Foi um grande dia para o surf feminino”

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Fiji foi prova de fogo. Fora do circuito desde 2006, Cloudbreak e Restaurants voltou a fazer parte da agenda do circuito mundial de surf feminino. “Independente, competitivo, belo e sexy. Assim deve ser o surf feminino”, lê-se num artigo de opinião, publicado no i. Sem dúvida que as mulheres estão a ganhar território no mar e, consequentemente, na indústria.
Nesta quinta paragem da ASP Samsung Galaxy, assistimos a ondas de excelência com atletas que provaram o seu valor (mesmo que houvesse algo para provar). Quedas fortes (Maria Manuel, Laura Enever), lesões (Malia Manuel), tubos (Sally Fitzgiboons), pranchas partidas (Laura Enever e Malia Manuel). O surf feminino está sem dúvida competitivo e belo.

Coube a Sally o gosto da vitória (a segunda deste ano e consecutiva, já que venceu o Billabong Rio Pro) e a Stephanie Gilmore o segundo lugar no pódio. “Estou exausta. Hoje foi um dia de guerreiros. Tantas vezes que nos magoámos no reef e tivemos que continuar. Foi um grande dia para o sur…