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Kelly Slater. “ As estrelas de rock estão sempre a partir guitarras”

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Kelly Slater guarda boas recordações de Peniche. Em 2010, sagrava-se campeão em Supertubos, numa final disputada com Bede Durbidge. Desde então nunca mais voltou a fazer a mesma proeza. Em 2011 esteve muito perto, mas Adriano de Souza tratou logo de arrumar o assunto, garantindo que aquele era o seu ano. Mineirinho curvou-se perante o “rei”, dando-lhe quase uma chapada de luva branca. É assim.
Desde então, com Portugal tem tido uma relação agridoce. “Sim, sem dúvida que temos uma relação difícil. Tive uma semana incrível e esta foi uma porcaria”, disse descontraído. Slater perdeu precocemente o Moche Rip Curl Pro Portugal, seguido de Gabriel Medina, levando assim a discussão para o Havai. Claro que não foi fácil e o próprio admitiu-nos.
“Mais do que tudo sinto-me frustrado. As ondas vêm sempre ao meu encontro. Quando tive prioridade aproveitei-a, mas a onda não era assim tão boa e penso que a segunda ou a terceira eram melhores aliás, acho que foram as ondas do heat”, disse no fina…

Surfterra. O ponto de encontro entre surfistas e fotógrafos

“Não existe nenhuma plataforma no mundo feita por surfistas e fotógrafos, que vivem esta paixão pelas ondas e que no fundo é isso que os une.” É assim que José Maria Leitão de Sousa descreve o mais recente projecto Surfterra- uma plataforma online que permite ao fotógrafo publicar as imagens capturadas de uma sessão de surf e ao surfista anónimo obter essa imagem.

Lançado há cerca de um mês, a ideia partiu do seu tio, Miguel Dray, surfista há mais de 30 anos. “Ele já teve muitas experiências no surf e tem muitos contactos com fotógrafos e surfistas em Portugal. Mas foi durante as suas viagens à procura de ondas que percebeu que faltava aqui algo que ajudasse os surfistas e os fotógrafos a terem uma relação melhor. Daí surgiu esta plataforma que no fundo veio colmatar esse espaço que existe entre os dois”, explicou ao i.

Dividido em dois users, o sufista e o fotógrafo, têm de estar obrigatoriamente registados no site. “O surfista escreve, por exemplo, que esteve nos Coxos entre às 12h …

O melhor é deixar de ser namorada de surfista e passar a ser surfista

Em 2011, Fred D’ Orey, uma referência do surf brasileiro, escrevia que ser namorada de surfista não era pêra doce. No início, a ideia de ir para a praia apanhar sol, viajar e correr atrás do swell ia soar como música para os ouvidos, mas com o tempo a paciência ia começar a esgotar-se. “Tem que ser o tempo todo? Dá para falar de outra coisa? Não dá para a gente fazer um programa diferente?" Claro está que será preciso muita paciência e força de vontade para continuar a relação. Nada que não seja impossível, mas é melhor ter-se em conta alguns aspectos:
Prioridades: O surf vem sempre em primeiro lugar. Quanto mais cedo se aceitar esta premissa melhor. As noitadas são para esquecer se a ondulação do ano se aproxima. A atenção dele estará focada nos preparativos da sessão.
Tempo na água: É quase a sua primeira casa, se não a primeira. Uma hora é pouco para o surfista que está habituado a ficar uma manhã ou a tarde toda dentro de água. O mais certo é passar lá o dia com algumas parage…

"Estou bem aonde não estou"

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"Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou porque eu só quero ir a onde eu não vou. Porque eu só estou bem aonde não estou"

Onde quer que vamos ficamos fascinados com o que encontramos. Desta vez não foi diferente. Partimos de Monte Gordo, no Algarve, rumo a Jeres de la Frontera, em Espanha. São cerca de três horas, pouco mais. Uma pequena ciudad que nos proporcionou conforto, mostrou-nos a sua beleza e a vida das suas gentes. Juan Carlos é um dos sócios da pensão La Fonda Barranco (quase um hotel de cinco estrelas, a nosso ver) onde ficámos instalados.


Uma casa ao estilo árabe, aberta no meio, permitindo assim a entrada da claridade através da clarabóia. Lá em cima, um pequeno terraço com vista sobre a catedral. Lindo, sem dúvida. Como verdadeiro anfitrião, Juan Carlos convida-nos para jantar numa bodega, onde todos os domingos se reúne com os amigos para cantar Flamenco. Lá fomos. 
Pelo caminho, apanhámos a procis…

GAUCHOS DEL MAR. “NÃO É SÓ CHEGAR, SURFAR E SAIR. É APRENDER OS COSTUMES”

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Joaquín, de 26, e Julián, de 28, acreditam que é possível viver do que mais se gosta e sem limites
“Tierra de Patagones” retrata a história de dois irmãos que se aventuraram pela região da Patagónia durante seis meses em busca de novas descobertas, novos amigos, novas culturas e novas ondas.
Começou por ser um sonho de criança, mas acabou por se tornar realidade, quando em 2010 Joaquín e Julián Azulay decidiram agarrar na prancha e percorrer a Califórnia até ao sul do Chile, dando assim início ao projecto Gauchos del Mar. “Durante quatro/cinco dias, acampámos e convivemos com a gente local. Fomos filmando e surgiu o nosso primeiro filme, que foi um enorme sucesso para nós. Ganhámos nove prémios nos festivais e isso deu-nos força para avançar com este segundo filme ”, explicou Joaquín, que se encontra em Portugal, na Ericeira, para a 3ª edição do Allianz Portuguese Surf Film Festival, que teve início oficial na quinta-feira. Ontem foi a vez de assistirmos a “Tierra de Patagones”, um fi…

Tiago Pires. "Ainda está para acontecer aquele resultado que me vai dar muita confiança"

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Após um ano complicado, em que afirmou estar habituado ao stresse de fim de época, Tiago "Saca" Pires regressou ao circuito mundial de surf mais forte do que nunca. Não pelos resultados (tem três 13.o lugares, um 25.o), mas pela postura que assumiu. Pouco antes da 6.a etapa do World Championship Tour, que acontece já no dia 10 de Julho, em Jeffreys Bay, estivemos à conversa com o único surfista português no tour.

Já estás melhor da tua lesão?
Não vou dizer que estou a 100% e que não sinto nada, pois infelizmente isso ainda não acontece. Mas estou a sentir--me cada vez mais forte dentro de água. Uma coisa boa desta última vez que me magoei na Austrália [razão pela qual falhou a segunda etapa] é que desde muito cedo o movimento que me está a provocar dor não é o que faço no surf. Desta vez fiz uma hiperextensão e é aí que ainda sinto dor. Acaba por não afectar o meu surf, pois como vou em pé, com as pernas um pouco flectidas, não sinto dor. Mas a lesão ainda está …

International Surfing Association. A fazer história desde 1964

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A comemorar 50 anos, a International Surfing Association tem tido um papel fundamental nos desportos aquáticos
Já lá vão 50 anos desde que os australianos Bernard “Midget” Farrelly e Phyllis O´Donnell subiram ao pódio, tornando-se assim nos primeiros campeões mundiais de surf, masculino e feminino, respectivamente. Isto numa altura em que a modalidade crescia a passos largos do outro lado do mundo. “Aconteceram algumas coisas ao mesmo tempo no surf que o tornou popular na altura do campeonato. E isso veio do nada”, recordou Farrelly anos mais tarde. Coube ao peruano Eduardo Arena estar à frente da até então International Surfing Federation (que em 1976 mudou o nome para International Surfing Association). O objectivo era único: promover campeonatos mundiais.
Após o sucesso em Manly, Austrália, onde decorreu a primeira prova, no ano seguinte (1965), foi a vez de Felipe Pomar elevar o Peru, vencendo a prova em Punta Rocas, seguido de Nat Young (em 1966).  “Penso que a performance do Nat em …